Brasil fecha junho/25 exportando apenas 43% do milho registrado em junho/24
# Exportações de milho no Brasil caem para 43% do volume do ano anterior
A exportação brasileira de milho em junho de 2025 sofreu um recuo significativo comparado ao mesmo período do ano anterior. Com apenas 369.533 toneladas embarcadas, o volume representa 43,42% do que foi exportado em junho de 2024, evidenciando um descompasso no programa de exportações nacional, mas com perspectivas de recuperação nos próximos meses.
**Retração nas exportações e seus números**
O relatório da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra que a média diária de embarques caiu 56,6%, passando de 42.544 toneladas/dia em junho de 2024 para apenas 18.476 toneladas/dia em 2025. No aspecto financeiro, o faturamento acumulado no mês atingiu US$ 96,18 milhões, bem abaixo dos US$ 170,7 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O único indicador positivo foi o preço médio da tonelada, que apresentou aumento de 29,7%, saindo de US$ 200,60 para US$ 260,30.
**Causas do atraso nos embarques**
Segundo Roberto Carlos Rafael, analista da Germinar Corretora, o principal fator para o atraso no programa de exportações é a lentidão no início da colheita da segunda safra brasileira. Esta situação criou um gargalo logístico importante, pois diversos contratos que já estavam fechados não puderam ser cumpridos devido à falta de disponibilidade física do grão no momento necessário para embarque. Este cenário ilustra como a sincronização entre colheita e logística é fundamental para o cumprimento dos compromissos internacionais.
**Perspectivas para julho e próximos meses**
Apesar do resultado negativo em junho, as perspectivas para julho são de aceleração significativa nos embarques. O analista projeta que o volume exportado pode atingir entre 7 e 8 milhões de toneladas apenas em julho, indicando uma recuperação expressiva do ritmo de exportações. Esta projeção baseia-se na normalização do fluxo de colheita e na crescente disponibilidade de produto para embarque nos portos brasileiros.
**Implicações para o mercado interno**
O atraso nas exportações tem gerado acúmulo de estoques em algumas regiões produtoras, formando o que alguns chamam de “montanhas de milho a céu aberto”. Esta situação pressiona os preços no mercado interno, criando desafios para os produtores que precisam comercializar sua produção mesmo com cotações menos favoráveis. A aceleração das exportações será fundamental para equilibrar a oferta doméstica e dar sustentação aos preços.
**Conclusão: O impacto no cenário do agronegócio brasileiro**
O comportamento das exportações de milho nos próximos meses será determinante para definir o resultado da safra 2024/25 para os produtores brasileiros. A expectativa de aceleração dos embarques em julho traz otimismo moderado ao setor, mas é essencial que a logística responda adequadamente a este aumento de volume. O desempenho do Brasil no mercado internacional de milho continuará dependendo da eficiência na colheita e escoamento da produção, além da manutenção da competitividade do produto brasileiro frente aos principais concorrentes globais.
**Fonte: Notícias Agrícolas**
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