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Batata/Cepea: Com oferta elevada, preços seguem em queda

# Batata: Oferta elevada pressiona preços no mercado brasileiro

A safra de inverno da batata está resultando em oferta crescente nos principais centros atacadistas do Brasil, pressionando os preços para baixo. Esse movimento sazonal, típico do período, tende a se intensificar nas próximas semanas, impactando diretamente produtores e comerciantes do setor hortifrutigranjeiro nacional.

**Panorama atual do mercado atacadista**

Na semana de 14 a 18 de julho, as cotações da batata tipo ágata especial se mantiveram relativamente estáveis nos principais centros atacadistas: R$ 39/sc em São Paulo, R$ 38/sc em Belo Horizonte e R$ 42/sc no Rio de Janeiro. Contudo, apesar dessa aparente estabilidade nas médias semanais, a tendência durante os dias foi de queda progressiva, refletindo o aumento gradual da oferta nos mercados.

**Estratégias dos produtores frente à pressão de preços**

Alguns produtores tentaram desacelerar a colheita no início da semana para controlar a oferta e evitar quedas mais acentuadas nos preços. Esta estratégia conseguiu sustentar temporariamente os valores, especialmente no Rio de Janeiro, que registrou ligeira alta em relação à semana anterior. Porém, essa é uma solução apenas temporária, pois a colheita precisa ser realizada com o passar dos dias, aumentando inevitavelmente a oferta.

**Influência da localização geográfica nas cotações**

Um fator importante que explica as diferenças de preços entre os mercados é a proximidade dos centros produtores. O atacado de São Paulo, por estar próximo aos principais polos produtivos atuais (Vargem Grande do Sul e Sudoeste Paulista), sentiu mais intensamente a pressão da oferta elevada, resultando em maior tendência de queda nas cotações durante a semana.

**Perspectivas para os próximos meses**

A expectativa para as próximas semanas é de quedas mais expressivas nos preços, considerando que a safra de inverno está apenas em seu início. Os especialistas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontam que o pico de produtividade e de área colhida deve ocorrer entre agosto e setembro, o que deverá intensificar ainda mais a pressão sobre os preços no mercado atacadista.

**Impactos para a cadeia produtiva**

Para os produtores, o cenário de preços declinantes representa um desafio à rentabilidade, especialmente para aqueles com custos de produção mais elevados. Já para o setor de distribuição e varejo, a maior oferta e preços mais competitivos podem representar oportunidades de melhores margens ou repasse aos consumidores finais.

**Fonte: Notícias Agrícolas**
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