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Preços do açúcar seguem pressionados e ampliam baixas da última sessão

# Preços do açúcar em queda: perspectivas e impactos para o setor

O mercado internacional de açúcar continua registrando quedas nas cotações, refletindo um cenário de maior oferta global e especialmente brasileira. Os preços nas bolsas de Nova York e Londres seguem pressionados, com recuos consecutivos que sinalizam um período desafiador para produtores e comercializadores no setor sucroenergético.

**Movimentação das cotações internacionais**

As bolsas internacionais registraram na terça-feira (22) novas quedas nas cotações do açúcar, embora com recuos mais moderados, abaixo de 1%. Em Nova York, o contrato outubro/25 caiu 0,55%, fechando a 16,28 cents/libra-peso, enquanto em Londres o vencimento outubro/25 recuou 0,41%, sendo negociado a US$ 472,20 por tonelada. Os demais vencimentos seguiram a mesma tendência de baixa, confirmando o viés negativo que predomina no mercado.

**Fatores que pressionam o mercado**

A pressão sobre as cotações está diretamente relacionada à perspectiva de aumento da oferta global, principalmente pelo avanço da safra brasileira. O clima seco tem favorecido a moagem de cana-de-açúcar no Brasil, principal exportador mundial, permitindo um ritmo acelerado de processamento e aumentando a disponibilidade do produto no mercado internacional.

**Estratégias das usinas brasileiras**

De acordo com a consultoria Datagro, as usinas brasileiras têm aumentado o direcionamento da cana para a produção de açúcar, em detrimento do etanol, aproveitando a maior lucratividade do adoçante. Segundo estimativas da Covrig, as usinas devem moer cerca de 54% da cana disponível na primeira quinzena de julho, com potencial para adicionar até 3,2 milhões de toneladas de açúcar ao mercado, o que contribui para pressionar ainda mais os preços.

**Perspectivas para o mix de produção**

O direcionamento da matéria-prima para produção de açúcar em vez de etanol demonstra uma estratégia de maximização de retornos pelas usinas brasileiras, mesmo com os preços em queda. Esta decisão está relacionada à relação de preços entre os dois produtos e aos custos de produção, e pode se ajustar conforme a evolução do mercado nos próximos meses.

**Impactos para o setor sucroenergético**

Para o setor sucroenergético brasileiro, o cenário atual representa desafios e oportunidades. Se por um lado os preços mais baixos reduzem as margens dos produtores, por outro, a eficiência produtiva e o volume de processamento podem compensar parcialmente essa redução. Produtores com estratégias de hedge bem estruturadas e que conseguiram travar preços em períodos mais favoráveis devem enfrentar menor volatilidade em seus resultados.

A continuidade deste cenário de preços dependerá da evolução da oferta global, das condições climáticas nas principais regiões produtoras e da demanda internacional, fatores que os agentes do mercado devem monitorar de perto para ajustar suas estratégias comerciais e produtivas.

**Fonte: Notícias Agrícolas**
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