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Com safra brasileira no radar, mercado futuro do açúcar segue pressionado em Nova York

# Açúcar em Nova York: pressão de safra brasileira impacta mercado futuro

A safra brasileira de cana-de-açúcar continua sendo fator determinante para a formação de preços no mercado internacional do açúcar. Apesar de algumas sessões de alta registradas recentemente, as cotações do adoçante na bolsa de Nova York mantêm tendência de pressão baixista, refletindo a expectativa de uma oferta global relativamente equilibrada, mesmo com alguns problemas climáticos no início do ciclo no Brasil.

**Cenário atual do mercado futuro do açúcar**

Os preços do açúcar fecharam em baixa na quarta-feira (30/07) na bolsa de Nova Iorque, devolvendo parte dos ganhos acumulados nas duas sessões anteriores. O contrato de outubro/25 recuou 0,84%, sendo negociado a 16,45 cents/libra-peso, enquanto contratos mais longos como março/26, maio/26 e julho/26 apresentaram quedas entre 0,66% e 0,76%. No mercado de Londres, os preços também cederam, com o contrato de outubro/25 recuando 1,11%, para US$ 470,00 por tonelada.

**Impacto da produção brasileira nos preços**

Segundo Marcelo Filho, analista da StoneX, mesmo com uma expectativa de moagem menor para a safra 2025/26 em relação ao ciclo anterior, a produção açucareira brasileira continua sendo um fator determinante para a tendência baixista dos preços globais. A StoneX projeta uma retração de 3,7% na moagem para 2025/26 e redução de 4,8% no ATR (Açúcar Total Recuperável) até junho, reflexo das condições climáticas atípicas nos primeiros meses do ciclo.

**Mix de produção favorável ao açúcar**

Um dos elementos que sustenta a pressão baixista no mercado é o direcionamento da produção brasileira. “O mix açucareiro tem refletido os investimentos do setor nos últimos anos e a remuneração do açúcar. Embora tenha caído neste ano, já próximo do etanol, as usinas já tinham fixado os preços, então ainda tem um cenário mais favorável ao açúcar em rentabilidade”, explicou o analista da StoneX.

**Perspectivas para o mercado internacional**

A StoneX estima que a produção de açúcar do Centro-Sul brasileiro alcançará 40,16 milhões de toneladas, volume que, mesmo sendo inferior ao ciclo anterior, ainda representa uma oferta significativa para o mercado global. O analista ressalta que “mesmo a demanda por importação ter voltado com bastante força, o Brasil tem trazido essa contrapartida de oferta”, ajudando a conter movimentos altistas mais expressivos.

**Fatores climáticos e projeções futuras**

O mercado tem testado algumas altas nos últimos pregões, mas essas valorizações não se sustentaram. Segundo o especialista, “uma escalada mais forte ocorreria se houvesse uma quebra mais relevante no Centro-Sul” do Brasil. As condições climáticas do início do ciclo já impactaram os índices de ATR, mas não o suficiente para provocar mudanças estruturais nos preços internacionais.

A safra do Hemisfério Norte também começa a influenciar as cotações, adicionando mais um elemento à equação de oferta e demanda global do adoçante, num momento em que o mercado busca novos direcionamentos.

**Fonte: Notícias Agrícolas**

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