Soja tem pressão adicional do óleo, fecha com baixas de dois dígitos na CBOT, mas BR ainda tem preços altos
# Mercado de soja: Oscilações na CBOT mantêm preços elevados no Brasil
A recente dinâmica no mercado internacional de soja apresenta um cenário de contraste entre as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e os preços praticados no mercado brasileiro. Apesar das pressões baixistas registradas no mercado futuro americano, o Brasil continua experimentando valores atrativos para o produtor rural, refletindo dinâmicas próprias e o forte posicionamento do país no mercado global de oleaginosas.
**Comportamento dos preços na CBOT**
O pregão da última quinta-feira encerrou com baixas significativas nos contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos registraram perdas superiores a 14 pontos, com o contrato de setembro fechando a US$ 10,07 por bushel e o de novembro a US$ 10,28 por bushel. Esse movimento de queda ocorre após três sessões consecutivas de valorização, caracterizando uma típica realização de lucros pelo mercado.
**Pressão adicional do óleo de soja**
Um fator determinante para a pressão baixista sobre os preços da soja foi o comportamento do mercado de óleo de soja, que registrou perdas superiores a 2,5% nos contratos mais negociados. O contrato de setembro recuou para 51,92 cents de dólar por libra-peso, enquanto o de dezembro atingiu 52,07 cents/lb. Segundo análise da Agrinvest Commodities, essa queda reflete a expectativa de crescimento recorde no esmagamento de soja nos EUA em julho, impulsionado pela forte demanda de óleo para a produção de biocombustíveis.
**Dados negativos de exportação**
Outro elemento que pressionou as cotações foram os dados de vendas semanais para exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Para a safra 2024/25, houve o cancelamento de 377,6 mil toneladas de soja, enquanto o mercado esperava vendas entre 200 mil e 700 mil toneladas, representando o pior desempenho semanal da temporada.
**Mercado brasileiro em alta**
Em contrapartida ao cenário internacional, o mercado brasileiro de soja continua apresentando valorização. Conforme destacado por Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios, os preços domésticos subiram entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por saca apenas nos últimos dias, estimulando novas vendas por parte dos produtores brasileiros.
**Recorde de compromissos de exportação**
O Brasil já possui 90 milhões de toneladas de soja comprometidas para exportação, estabelecendo um novo recorde histórico. Além disso, os lineups (programações de embarque) superam os registrados no mesmo período do ano anterior, evidenciando a forte demanda internacional pela soja brasileira, mesmo diante das oscilações no mercado futuro americano.
**Perspectivas para o complexo soja brasileiro**
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) mantém projeções otimistas para o complexo soja em 2025, reforçando a confiança na competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Mesmo com a possibilidade de acordos comerciais entre China e Estados Unidos, a entidade acredita que o Brasil continuará contando com a confiança chinesa, principal importador mundial da oleaginosa.
A atual dinâmica do mercado de soja reforça a importância do planejamento estratégico por parte dos produtores brasileiros, aproveitando as oportunidades de comercialização que surgem em momentos de preços favoráveis, mesmo quando as cotações internacionais demonstram volatilidade.
**Fonte: Notícias Agrícolas**
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