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Mesmo diante de safra menor, moagem de cana segue alta e afeta preços no mercado externo

# Alta moagem de cana afeta preços do açúcar no mercado internacional

O setor sucroenergético brasileiro registra um ritmo intenso de moagem de cana-de-açúcar na atual safra, mesmo diante de uma produção menor do que inicialmente previsto. Esta aceleração na moagem tem gerado reflexos significativos nos preços internacionais do açúcar, especialmente nas últimas semanas, e vem redesenhando as expectativas para o mercado global de commodities agrícolas.

**Panorama atual da moagem de cana no Brasil**

De acordo com dados recentes divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a moagem de cana-de-açúcar atingiu 47,63 milhões de toneladas apenas na primeira quinzena de agosto de 2025. Este volume expressivo demonstra a capacidade operacional das usinas brasileiras, que seguem trabalhando em ritmo acelerado mesmo com uma safra menor em comparação a anos anteriores. A eficiência operacional tem sido decisiva para manter a produtividade do setor em níveis competitivos.

**Impacto nos preços internacionais do açúcar**

O avanço da moagem no Brasil está pressionando os preços do açúcar no mercado internacional. Recentemente, as cotações cederam após a divulgação do relatório da UNICA, fechando a semana com perdas significativas. Esta reação do mercado reflete a percepção de que, apesar das previsões de uma safra menor, o volume de produção brasileiro continua expressivo o suficiente para afetar o balanço global de oferta e demanda.

**Mix de produção e papel do etanol**

O mix de produção das usinas brasileiras permanece mais açucareiro, com maior destinação da matéria-prima para fabricação de açúcar em detrimento do etanol. Esta estratégia responde à atratividade dos preços do açúcar no mercado internacional, mesmo com a recente queda. Paralelamente, o mercado de etanol tem contado com crescente participação do setor de milho, que vem ampliando sua capacidade produtiva e ajudando a suprir a demanda interna por biocombustíveis.

**Perspectivas para o mercado global**

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) prevê um déficit global de açúcar menor para o ciclo 2025/26, o que sugere um mercado mais equilibrado do que nos anos anteriores. Este cenário indica que, apesar da produção brasileira menor, outros países produtores podem compensar parcialmente esta redução, resultando em um mercado menos pressionado por escassez. No entanto, fatores climáticos e geopolíticos continuam sendo variáveis importantes que podem alterar estas projeções.

**Movimentações estratégicas do setor**

O setor sucroenergético brasileiro passa por movimentações estratégicas importantes, como demonstra o recente acordo da Raízen para vender duas usinas no Mato Grosso do Sul por R$ 1,54 bilhão. Estas transações indicam uma reorganização do setor em busca de maior eficiência operacional e foco em ativos estratégicos, num momento de transformação do mercado global de energia e commodities agrícolas.

O cenário atual do setor sucroenergético brasileiro mostra que, mesmo com desafios produtivos, o país mantém sua relevância como principal exportador mundial de açúcar. A capacidade de adaptação das usinas, o mix flexível de produção entre açúcar e etanol, e a crescente participação do etanol de milho são fatores que fortalecem a posição brasileira no mercado global, mesmo em períodos de maior volatilidade de preços e incertezas climáticas.

**Fonte: Notícias Agrícolas**
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