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Açúcar inicia semana em queda com pressão da oferta

# Mercado de açúcar registra queda com pressão crescente da oferta global

O mercado internacional de açúcar iniciou a semana em território negativo, com quedas significativas nas principais bolsas mundiais, refletindo um cenário de crescente pressão sobre as cotações devido às perspectivas favoráveis de oferta. Este movimento de baixa evidencia os desafios que o setor sucroenergético enfrenta atualmente, com impactos diretos para produtores e exportadores brasileiros.

**Comportamento das cotações nos mercados internacionais**

As cotações do açúcar recuaram aproximadamente 1% tanto em Nova York quanto em Londres na segunda-feira (22). Em Nova York, o contrato de outubro/25 fechou a 15,25 cents/lbp, com queda de 21 pontos (1,36%), enquanto contratos para entregas futuras seguiram a mesma tendência. Na Bolsa de Londres, o contrato dezembro/25 recuou US$ 4,70, sendo negociado a US$ 451,00 por tonelada, representando queda de 1,03%.

Este movimento de queda vem se consolidando nas últimas semanas, levando os preços aos níveis mais baixos dos últimos anos, o que sinaliza uma mudança importante nas dinâmicas de mercado que predominaram no período anterior.

**Fundamentos de mercado e produção brasileira**

O relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgado recentemente tem sido apontado como um dos fatores para a pressão baixista. Segundo análise do Rabobank, os dados reforçaram um cenário de mix recorde de produção de açúcar no Brasil, aliviando preocupações anteriores sobre possíveis mudanças na estratégia das usinas brasileiras.

Contrariando expectativas, as usinas brasileiras mantiveram foco na produção de açúcar, apesar da força dos preços domésticos do etanol em comparação com as cotações internacionais do adoçante. Este comportamento contribui para aumentar a oferta global e, consequentemente, pressionar os preços para baixo.

**Cenário global e posicionamento especulativo**

Além da produção brasileira, outros importantes players como Índia e Tailândia também influenciam o mercado com suas perspectivas de oferta. Na Índia, apesar dos desafios climáticos recentes, a produção continua relevante para o mercado global, enquanto a Tailândia mantém sua posição como importante exportador.

Um elemento adicional de pressão vem do mercado financeiro. Segundo o Rabobank, o sentimento do mercado mantém um “distinto tom de baixa”, com especuladores acumulando sua maior posição líquida vendida em contratos de açúcar bruto desde o final de 2019. Este posicionamento dos fundos de investimento amplifica a tendência de queda das cotações.

**Perspectivas para o setor sucroenergético brasileiro**

Diante deste cenário, o setor sucroenergético brasileiro enfrenta o desafio de equilibrar sua produção entre açúcar e etanol, buscando maximizar rentabilidade em um ambiente de preços pressionados no mercado internacional. A capacidade das usinas de ajustar seu mix produtivo conforme as oscilações de mercado representa uma vantagem competitiva importante, mas os preços mais baixos do açúcar podem impactar significativamente as margens do setor.

Para os próximos meses, a evolução dos preços dependerá da materialização das projeções de oferta global e da demanda internacional. Fatores climáticos, políticas governamentais de países produtores e o comportamento do mercado de combustíveis também continuarão exercendo influência significativa sobre o equilíbrio do mercado global de açúcar.

**Fonte: Notícias Agrícolas**
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