B3 segue dólar e Chicago para fechar sexta-feira com recuos nos futuros do milho
Milho Recua na B3 e Chicago: Dólar e Baixa Liquidez Influenciam Mercados no Início de 2026
O primeiro dia útil de 2026 encerrou com recuos nos preços futuros do milho, tanto na Bolsa Brasileira (B3) quanto na Bolsa de Chicago (CBOT). A combinação da desvalorização do dólar frente ao real e o movimento negativo da soja nos mercados internacionais pressionaram as cotações, sinalizando cautela para produtores e traders no início do ano.
Fatores que influenciaram o mercado
Os contratos futuros do milho na CBOT seguiram a tendência de queda da soja, que se mostrou pressionada pela combinação de safra recorde na América do Sul e pela liquidação de posições compradas pelos fundos. O vencimento março/26 foi negociado a US$ 4,37, com desvalorização de 2,75 pontos.
No Brasil, a queda do dólar ante o real foi determinante para os recuos verificados nos contratos negociados na B3. O vencimento janeiro/26 fechou cotado a R$ 69,95, apresentando queda de 0,41%, enquanto o contrato de maio/26 registrou desvalorização de 0,61%, fechando a R$ 73,23.
Comportamento no mercado físico
No Mato Grosso, maior produtor nacional de milho, o mercado apresentou relativa estabilidade, com indicações de preço ao produtor mantendo-se em torno de:
- R$ 53,00 na praça e R$ 57,00 com pagamento contra entrega na BR-163
- Para a safra 2026, contratos de maio operaram mais firmes próximos a R$ 52,00
- Na região leste do estado, Querência manteve a exportação como melhor alternativa, com negócios entre R$ 50,50 e R$ 52,00 para a safra atual
Perspectivas para o período
A baixa liquidez característica do início do ano limitou perdas mais expressivas no mercado brasileiro. Analistas da Agrinvest destacam que para julho e agosto de 2026, as indicações de preço para exportação giram em torno de R$ 46,00 na praça física, enquanto para o mercado de etanol os valores se aproximam de R$ 49,00.
O que observar nos próximos dias
Produtores rurais devem acompanhar de perto a relação dólar/real e o comportamento do complexo soja, que tem influência direta sobre as cotações do milho. A maior disponibilidade interna do cereal pode limitar altas significativas no início de 2026, conforme apontam analistas do Cepea. O monitoramento da demanda para exportação e do setor de etanol também será fundamental para a formação de preços no curto prazo.
Fonte: Notícias Agrícolas
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