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Em um mundo que fecha agências, o Chase faz o contrário

Por que o maior banco dos EUA está abrindo 160 novas unidades enquanto todos correm para o digital?

Enquanto o setor bancário global fecha agências em ritmo acelerado, o JP Morgan Chase decidiu seguir na direção oposta.

Os Estados Unidos já tiveram mais de 80 mil agências bancárias em 2008. Hoje, são cerca de 68 mil, em uma queda estrutural impulsionada por digitalização, corte de custos e consolidações.

Mas nesta semana, o Chase anunciou:

  • 🏢 160 novas agências em 2026,
  • 🔧 Reforma de 600 unidades,
  • 📍 Expansão em mais de 30 estados,
  • 👥 Contratação de 3.500 funcionários até 2027.

E isso faz parte de um plano ainda maior:

👉 Abrir 500 agências
👉 Reformar 1.700
👉 Aumentar sua participação para 15% de todos os depósitos do varejo americano

Em um mundo cada vez mais digital, por que investir bilhões no físico?


📊 A resposta está nos dados (e no comportamento humano)

Um levantamento citado pelo Financial Times, com dados da Accenture, revela algo surpreendente:

  • 67% dos americanos querem morar perto de uma agência bancária
  • 63% dos millennials e da Geração Z também querem
  • 71% dos baby boomers mantêm a preferência

Ou seja:
Mesmo a geração que cresceu no mobile banking ainda valoriza proximidade física.

Isso desmonta a narrativa de que o banco físico morreu.


🎯 A estratégia de Jamie Dimon

A lógica do Chase não é nostalgia. É estratégia.

Uma agência física é:

✔ canal de relacionamento
✔ ponto de venda de produtos complexos (hipoteca, investimentos)
✔ instrumento de aquisição de novos clientes
✔ presença de marca
✔ construção de confiança

Em 2025, os Community Managers do Chase realizaram:

📚 14 mil workshops de educação financeira
👥 Para 240 mil pessoas

Isso é construção de mercado no longo prazo.

Em um mundo digital, o físico vira diferencial competitivo.


🇧🇷 E no Brasil?

O movimento brasileiro segue o caminho oposto.

O país tinha 23 mil agências em 2015.
Hoje, são 15.500.

Só em 2025:

  • Itaú
  • Bradesco
  • Santander

fecharam juntos 2.334 unidades.

Mas há um detalhe importante:

❗ Fechar agência não reduziu custos.

  • Bradesco: despesas cresceram 8,5% (R$ 64 bilhões)
  • Itaú: aumento de 7,5% (R$ 66 bilhões)

O aluguel virou investimento em tecnologia — e a conta continuou chegando.

O único grande banco que não fechou unidades nos últimos dois anos foi o Banco do Brasil.

A CEO Tarciana Medeiros resumiu de forma simples:

“O brasileiro gosta de ir na casa da gente.”


💡 A grande lição estratégica

O que o Chase está dizendo ao mercado é claro:

Em um cenário cada vez mais tech e sem atrito, ganha quem estiver presente nos momentos decisivos.

Quando o assunto é dinheiro:

  • confiança pesa
  • proximidade importa
  • relacionamento vende
  • presença gera segurança

O digital resolve o cotidiano.
O físico resolve decisões importantes.


🧠 O que empresas de qualquer setor podem aprender com isso?

A estratégia do Chase não é sobre bancos — é sobre posicionamento.

Enquanto todos correm para o mesmo lado (digitalização pura), quem combina:

✔ tecnologia
✔ experiência
✔ presença estratégica
✔ relacionamento humano

pode capturar valor onde os outros não estão olhando.

Isso vale para:

  • contabilidade
  • varejo
  • serviços
  • educação
  • saúde
  • consultoria

A digitalização é essencial.
Mas a confiança ainda é construída com proximidade.


🤝 O papel da IRCC nesse contexto

Na IRCC, acreditamos que:

📊 tecnologia aumenta eficiência
🤝 relacionamento gera confiança
📈 estratégia constrói crescimento

O futuro não é 100% digital nem 100% físico.
É híbrido — e inteligente.


🚀 Conclusão

Enquanto o mundo fecha portas físicas, o maior banco dos EUA abre novas.

Não por teimosia.
Mas porque entende algo fundamental:

👉 No mundo financeiro, confiança ainda vale mais que conveniência.

E quem dominar essa equação — tecnologia + proximidade — liderará o próximo ciclo.

Fonte: https://thepaper.beehiiv.com/

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