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Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino marca novo momento para políticas públicas no Brasil

O Brasil dá um passo importante na consolidação de políticas públicas voltadas ao empreendedorismo feminino com o lançamento da Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino — Elas Empreendem. Durante evento realizado em São Paulo pelo Sebrae-SP, lideranças do poder público, representantes de instituições e empreendedoras se reuniram para discutir os avanços dessa agenda estratégica.

A iniciativa, construída em parceria entre o Sebrae e o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), representa um marco histórico. Como destacou Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional: “Pela primeira vez o empreendedorismo feminino é tratado como política pública estruturada”.

Uma Estratégia Nacional Abrangente

A estratégia Elas Empreendem vai além de programas isolados. Coordenada por Meire Barbosa, do MPME, a iniciativa articula nove ministérios, instituições e bancos parceiros em frentes estratégicas como:

  • Acesso facilitado a crédito
  • Ampliação de oportunidades de mercado
  • Investimento em tecnologia e inovação
  • Fortalecimento da educação empreendedora

Esta articulação institucional é fundamental para superar os principais obstáculos enfrentados pelas mulheres empreendedoras, especialmente as dificuldades de acesso ao crédito e às oportunidades de mercado.

O Poder Econômico dos Pequenos Negócios

O ministro Márcio França ressaltou a importância estratégica dos pequenos negócios para a economia brasileira, citando o exemplo da Coreia, onde 99,9% das empresas são de pequeno porte. No Brasil, os pequenos negócios foram os que mais cresceram nos últimos três anos, demonstrando seu potencial transformador.

Histórias de Sucesso e Inspiração

O evento homenageou Adriele Santos, fundadora do salão Beauty Bride by Adriele Santos, em Alumínio (SP). Sua trajetória exemplifica o poder transformador do empreendedorismo feminino: começou trabalhando ainda adolescente, inspirada pela mãe manicure, e hoje comanda um salão com dez salas. Como ela própria afirma: “A independência feminina não é luxo, é uma necessidade”.

Ferramentas Concretas de Apoio

Durante o encontro, foram lançadas importantes ferramentas de apoio:

  • Selo Comércio Amigo da Mulher Entregadora: parceria com iFood para reconhecer estabelecimentos que apoiam mulheres nessa função
  • Cartilha “Trilha da Independência”: guia para empreender com segurança e confiança
  • Índice Municipal de Empreendedorismo Feminino: ferramenta de dados comparativos para apoiar formulação de políticas públicas

Impacto Social Ampliado

A deputada federal Tábata Amaral destacou que as mulheres representam cerca de 34% dos donos de negócios no Brasil, muitas delas chefes de família com altos níveis de escolaridade. O fortalecimento do empreendedorismo feminino tem efeito multiplicador: “Quando fortalecemos o empreendedorismo feminino, impactamos não apenas um negócio, mas famílias inteiras e, muitas vezes, duas ou três gerações”.

Esta estratégia nacional representa uma mudança de paradigma nas políticas públicas brasileiras, reconhecendo o empreendedorismo feminino como motor de desenvolvimento econômico e social. A articulação entre diferentes esferas governamentais e a sociedade civil sinaliza um compromisso de longo prazo com a autonomia e o empoderamento econômico das mulheres brasileiras.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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