Brasil exportou 12,9% mais milho em agosto/25 do que em agosto/24
# Exportações de milho brasileiro crescem quase 13% em agosto de 2025
O Brasil apresentou desempenho superior nas exportações de milho em agosto de 2025, registrando aumento de 12,95% em volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esta recuperação sinaliza um fortalecimento da posição brasileira no mercado internacional de grãos, em meio a um cenário de desafios logísticos e comerciais.
**Volume de embarques e faturamento**
As exportações de milho não moído totalizaram 6,84 milhões de toneladas em agosto deste ano, superando significativamente os 6,06 milhões de toneladas registrados em agosto de 2024, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em termos de média diária, os embarques chegaram a 326,1 mil toneladas, um aumento de 13% em comparação às 275,6 mil toneladas/dia do ano passado.
No aspecto financeiro, o faturamento com as exportações de milho alcançou US$ 1,377 bilhão no mês, contra US$ 1,168 bilhão em agosto de 2024. A média diária de receita subiu 17,9%, passando de US$ 53,12 milhões para US$ 65,61 milhões. O preço médio pago por tonelada também apresentou valorização de 4,4%, saindo de US$ 192,70 para US$ 201,20, demonstrando uma melhor condição de negociação para os exportadores brasileiros.
**Perspectivas para a safra 2025/26**
Segundo análise de Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o acumulado das exportações brasileiras até agosto atinge aproximadamente 8 milhões de toneladas, volume similar ao do ciclo anterior. Esta comparação é relevante considerando que em 2024 o Brasil exportou cerca de 39 milhões de toneladas do cereal.
Para o ciclo 2025/26, as projeções indicam um volume de exportação entre 35 e 40 milhões de toneladas. No entanto, o especialista ressalta um ponto crítico: caso a produção brasileira atinja aproximadamente 150 milhões de toneladas, seria necessário exportar até 56 milhões de toneladas para equilibrar a oferta interna – meta considerada desafiadora diante do ritmo atual de comercialização.
**Desafios logísticos e de mercado**
A manutenção do ritmo de embarques evidenciado em agosto será crucial para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno. A capacidade logística e portuária brasileira enfrentará pressão adicional caso seja necessário aumentar significativamente os volumes exportados para acomodar a potencial supersafra.
Além disso, o cenário internacional apresenta fatores competitivos importantes, como a recuperação da safra ucraniana e a dinâmica das exportações americanas, que podem influenciar os preços e a demanda pelo milho brasileiro nos próximos meses.
**Impactos para o produtor brasileiro**
Para o produtor brasileiro, o aumento no volume das exportações e a melhora nos preços praticados representam oportunidades de comercialização mais vantajosas. Contudo, o desafio de escoar volumes significativamente maiores em caso de uma grande safra exigirá planejamento estratégico tanto no aspecto comercial quanto logístico.
A continuidade deste ritmo de exportações nos próximos meses será determinante para a rentabilidade da cultura e para o equilíbrio dos estoques nacionais, especialmente diante de uma possível produção recorde.
**Fonte: Notícias Agrícolas**
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