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Café: Preços futuros ampliam as quedas na tarde desta 4ª feira em NY e Londres

# Mercado de café registra queda significativa em NY e Londres

O mercado cafeeiro enfrenta pressão decrescente nas bolsas internacionais, refletindo uma combinação de fatores fundamentais e macroeconômicos que impactam diretamente produtores e traders. Os contratos futuros do café arábica e robusta registraram quedas expressivas nas principais bolsas globais, sinalizando um momento de ajuste nas expectativas do setor.

**Panorama das quedas nos mercados internacionais**

Na Bolsa de Nova York (Ice Futures US), os principais vencimentos do café registraram quedas expressivas na sessão de quarta-feira (25). O contrato para Setembro/25 apresentou desvalorização de 835 pontos, sendo negociado a 303,00 cents/lbp, enquanto o vencimento de Dezembro/25 registrou perda ainda maior, de 930 pontos, cotado a 297,25 cents/lbp. O contrato Março/26 teve o pior desempenho, com queda de 990 pontos, atingindo 292,15 cents/lbp.

No mercado de Londres, cenário semelhante foi observado com o contrato Setembro/25 fechando com desvalorização de US$ 158 por tonelada, negociado a US$ 3.524, enquanto o vencimento Novembro/25 encerrou com baixa de US$ 160, valendo US$ 3.474 por tonelada.

**Fatores fundamentais pressionando o mercado**

A pressão sobre os preços do café tem se intensificado nas últimas sete semanas, principalmente em função de preocupações com alta produção e ampla oferta no mercado global. A atual safra brasileira exerce papel fundamental nesse cenário, com dados da Safras & Mercado indicando que a colheita 2025/26 já alcançou 35% de conclusão em meados de junho, alinhada com a média histórica de cinco anos.

O café arábica atingiu sua mínima em 5 meses e meio, enquanto o robusta recuou para o menor patamar em 13 meses e meio, evidenciando uma correção significativa após o período de alta sustentada que o mercado vinha experimentando.

**Condições climáticas e perspectivas de produção**

Um fator decisivo para a recente desvalorização foi a redução dos riscos de geadas nas principais regiões produtoras brasileiras, especialmente São Paulo e Minas Gerais. Embora tenham sido registradas ocorrências de geadas em algumas áreas cafeeiras, causando preocupação quanto à produtividade da safra 2026, as previsões meteorológicas atualizadas indicam menor risco de eventos climáticos severos nas próximas semanas.

**Contexto macroeconômico e influência cambial**

O comportamento do dólar também tem exercido influência significativa sobre o mercado cafeeiro. Na sessão analisada, a moeda americana avançava 0,43% frente ao real, cotada a R$ 5,5434, impulsionada pela tensão geopolítica entre Israel e Irã e por operações do Banco Central brasileiro. Esta valorização do dólar contribui para pressionar ainda mais os preços do café em moeda local.

**Perspectivas para o produtor brasileiro**

Apesar do cenário de queda nas cotações internacionais, o valor bruto da produção de café no Brasil, especialmente na Região Sudeste, mantém-se expressivo, estimado em R$ 108,22 bilhões para o ano-cafeeiro de 2025. Este dado evidencia a relevância econômica da cafeicultura para o agronegócio nacional, mesmo em períodos de ajuste nos preços.

A instabilidade atual exige que produtores adotem estratégias de gestão de risco mais conservadoras, avaliando cuidadosamente o momento de comercialização e as possibilidades de proteção via mercado futuro, especialmente considerando a volatilidade cambial e a incerteza geopolítica global.

**Fonte: Notícias Agrícolas**
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