Compras de oportunidade sustentam leve alta do milho em Chicago nesta 3ªfeira; B3 recua com avanço da colheita
# Divergências no mercado do milho: Chicago em alta, B3 em baixa
O cenário do mercado de milho demonstra comportamentos distintos entre as bolsas internacional e nacional, com oportunidades emergindo em meio às pressões da colheita brasileira.
**Movimentação em Chicago: recuperação após início negativo**
Os preços futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram leve alta na terça-feira (15), após iniciarem o dia em queda. O movimento de recuperação foi impulsionado por compras de oportunidade, quando investidores consideraram que as cotações haviam atingido patamares atrativos para aquisição. O vencimento setembro/25 fechou em US$ 4,01 com alta de 0,31%, enquanto o contrato dezembro/25 valorizou 0,42%, sendo negociado a US$ 4,19.
**Mercado brasileiro sob pressão da safrinha**
Enquanto Chicago registrou alta, os contratos futuros na Bolsa Brasileira (B3) operaram com quedas. O vencimento setembro/25 recuou 1,08%, sendo cotado a R$ 63,40, e o novembro/25 perdeu 0,48%, negociado a R$ 66,97. Essa divergência de comportamento é explicada pelo avanço da colheita da safrinha brasileira, considerada a maior da história, que aumenta a oferta interna e pressiona os preços domésticos.
**Avaliação positiva das lavouras americanas**
Um fator que inicialmente pressionou as cotações em Chicago foi a manutenção das avaliações positivas das lavouras de milho nos Estados Unidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O órgão manteve as condições das plantações em patamares historicamente favoráveis, sinalizando potencial de boa produtividade na safra norte-americana.
**Dinâmica da oferta no Brasil**
A análise da SAFRAS & Mercado destaca que a pressão sobre os preços domésticos deve persistir com o avanço da colheita, mas pode ser amenizada dependendo da estratégia de retenção de oferta pelos produtores. O mercado brasileiro apresentou menor fluidez nas negociações, com preços pouco alterados ao longo da terça-feira.
**Paridade de exportação como fator relevante**
A paridade de exportação continua sendo uma variável importante para o mercado brasileiro de milho no curtíssimo prazo. Este indicador, que relaciona os preços internacionais com os custos de logística e impostos, ajuda a determinar a competitividade do produto brasileiro no mercado global e influencia diretamente as cotações domésticas.
**Perspectivas para o produtor brasileiro**
Para o produtor brasileiro, o cenário atual sugere um período de pressão nos preços, mas com possibilidades de recuperação gradual conforme a evolução da demanda interna e externa. A estratégia de comercialização escalonada pode ser interessante para equilibrar as vendas imediatas com a expectativa de melhores preços em contratos futuros mais distantes.
O mercado físico brasileiro mostrou estabilidade na maior parte das praças, com alterações pontuais: valorização em Pato Branco/PR e Cândido Mota/SP, e desvalorização em Sorriso/MT, principal polo produtor do cereal no país.
**Fonte: Notícias Agrícolas**
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