Demanda interna aquecida traz certa sustentação para preços do milho no Brasil
# Demanda interna de milho no Brasil garante sustentação para preços
A demanda doméstica aquecida pelo milho brasileiro tem contribuído para manter os preços do cereal em patamares sustentáveis, mesmo com a colheita da safrinha na reta final. Esse cenário favorável ao produtor ocorre em um momento em que o mercado internacional apresenta movimentações mistas, refletindo a dinâmica entre oferta global abundante e demandas específicas em diferentes regiões.
**Aquecimento da demanda interna**
O destaque no mercado doméstico tem sido a forte demanda das usinas de etanol, que continuam pagando valores acima da paridade de importação. Este movimento incentiva os produtores a concentrarem suas vendas no mercado local, reduzindo a pressão sobre os preços mesmo em período de colheita. A competição entre compradores internos tem criado um ambiente favorável para a comercialização no curto prazo.
**Comportamento dos preços futuros**
Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros de milho apresentaram movimentações próximas da estabilidade na última sessão analisada. O vencimento setembro/2025 foi cotado a R$ 64,84 com leve alta de 0,14%, enquanto o novembro/2025 registrou R$ 66,95 com valorização de 0,13%. Já os contratos mais longos apresentaram pequenos ajustes negativos, com o janeiro/2026 negociado a R$ 69,95 (-0,03%) e o março/2026 a R$ 72,90 (-0,41%).
**Cenário internacional e influências externas**
Os preços internacionais do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram movimentações positivas, com o vencimento dezembro/2025 sendo negociado a US$ 3,97, representando alta de 0,70%. Este comportamento foi influenciado pelo mercado da soja, que subiu renovando máximas após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportar corte nas áreas cultivadas nos Estados Unidos.
**Perspectivas de oferta e exportações**
Apesar dos sinais positivos no curto prazo, o mercado do cereal enfrenta desafios estruturais. O USDA elevou sua estimativa de produção para 425 milhões de toneladas, volume que exigirá forte estratégia de armazenagem e escoamento. No Brasil, a relação de preços soja-milho tem favorecido a comercialização da oleaginosa, o que deve manter lento o ritmo de vendas e exportações do cereal.
**Mercado físico e tendências regionais**
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho apresentou movimentações predominantemente positivas, com valorizações registradas em Castro/PR, Sorriso/MT, São Gabriel do Oeste/MS e Eldorado/MS. Apenas Cândido Mota/SP registrou desvalorização, evidenciando a força da demanda regional, especialmente nas áreas próximas aos polos de consumo animal e industrial.
O equilíbrio entre a produção robusta e a demanda interna aquecida tem sido fundamental para que o produtor brasileiro consiga manter rentabilidade satisfatória mesmo em um cenário de oferta global abundante.
**Fonte: Notícias Agrícolas**
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