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Empreendedorismo Feminino: Como Mulheres Transformam Vidas Através do Próprio Negócio

O empreendedorismo feminino tem se consolidado como uma poderosa ferramenta de transformação social e econômica no Brasil. Segundo dados do Sebrae, as mulheres representam 33,9% dos empregadores ou trabalhadoras por conta própria no país, totalizando 10,1 milhões de empreendedoras. Esses números refletem uma realidade em que muitas mulheres encontram no empreendedorismo não apenas uma fonte de renda, mas um verdadeiro portal para a liberdade e autonomia.

A história da empresária baiana Anna Telles exemplifica perfeitamente essa transformação. Vinda de uma realidade de extrema pobreza e tendo vivido nas ruas durante a adolescência, ela descobriu no empreendedorismo sua salvação. “Empreender é um portal para a liberdade. Eu costumo dizer que financeiramente é a única forma de você romper ciclos da escravidão moderna”, afirma Anna, que hoje possui uma marca própria para cabelos crespos e cacheados.

Da Sobrevivência ao Sucesso

O que começou como uma questão de sobrevivência – fazendo tranças em troca de comida – evoluiu para um negócio próspero que permitiu a Anna aposentar a mãe, cuidar do pai e ainda fomentar o empreendedorismo entre os irmãos. Sua trajetória mostra como o empreendedorismo pode ser uma ferramenta de inclusão social e quebra de ciclos de pobreza.

Situação similar viveu Inês Santos, moradora da Comunidade do Morro dos Macacos no Rio de Janeiro. Sem renda e lugar para morar com a família, ela começou a produzir bolos no pote em 2018. Com apoio da ONG Anjos da Tia Stellinha, desenvolveu suas habilidades na confeitaria e hoje possui uma pequena loja na comunidade junto com a irmã.

Flexibilidade e Maternidade

Para muitas mulheres, especialmente mães, o empreendedorismo oferece a flexibilidade necessária para conciliar trabalho e cuidados familiares. Viviana Flôr, ex-manicure que se reinventou durante a pandemia, exemplifica essa realidade. Como mãe atípica, trabalhar em casa tem sido fundamental para conseguir cuidar do filho autista e da filha de apenas 5 anos.

Georgia Nunes, gerente de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, destaca que “o empreendedorismo vai além da geração de renda. É uma ferramenta poderosa para o empoderamento, a inclusão produtiva e a redução das desigualdades de gênero”.

Desafios e Superação

Apesar dos desafios – que incluem falta de apoio familiar, dificuldades financeiras iniciais e contextos sociais adversos – essas mulheres demonstram que é possível superar obstáculos através da determinação e capacitação. Viviana, por exemplo, continua estudando e fazendo cursos gratuitos do Sebrae para melhorar seu negócio, enquanto Inês oferece treinamentos na ONG onde recebeu apoio.

Impacto Econômico e Social

Os dados mostram que aproximadamente 88% das empreendedoras brasileiras atuam como trabalhadoras por conta própria, reforçando a busca individual por oportunidades e flexibilidade. Quando essas mulheres assumem o protagonismo de seus negócios, elas não apenas geram renda, mas também desafiam estereótipos e redefinem seu papel na sociedade.

O Sebrae, através da campanha Compre do Pequeno, incentiva o consumo em pequenos negócios, reconhecendo que esses empreendedores representam 97% das empresas do país. Ao comprar de pequenos negócios liderados por mulheres, consumidores contribuem para manter o dinheiro circulando na comunidade local e fortalecem a economia regional.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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