Especialistas se reúnem na Expointer para traçar futuro da noz-pecã no Rio Grande do Sul e no Brasil
# Noz-pecã ganha destaque na Expointer: perspectivas para o setor no RS
A 48ª Expointer foi palco do Segundo Encontro da Pecanicultura Gaúcha, evento que reuniu especialistas, produtores e técnicos para discutir o futuro da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul e no Brasil. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) com apoio da Secretaria da Agricultura e da Farsul, o encontro evidenciou a importância crescente dessa cultura para o agronegócio brasileiro.
**A força do Rio Grande do Sul na produção nacional**
O estado gaúcho possui posição de destaque no setor, concentrando mais de 90% de toda a produção nacional de noz-pecã, conforme apresentado pelo coordenador do Pró-Pecã, Paulo Lipp. Este dado reforça a necessidade de políticas específicas e desenvolvimento tecnológico voltados para a região, potencializando ainda mais sua capacidade produtiva e competitividade no mercado.
**Tecnificação como caminho para maior produtividade**
Um dos temas centrais abordados no evento foi a necessidade de tecnificação como ferramenta fundamental para garantir melhores resultados em toda a cadeia produtiva. Foram apresentadas inovações em mecanização, equipamentos agrícolas, sistemas de irrigação e técnicas de manejo de pomares. Segundo Claiton Wallauer, presidente do IBPecan, estas tecnologias impactam positivamente os resultados no campo, na indústria e, consequentemente, beneficiam o consumidor final.
**Industrialização e agregação de valor**
O encontro também abordou estratégias para agregar valor à produção através da industrialização da noz-pecã. Esta prática representa uma oportunidade significativa para os produtores aumentarem sua rentabilidade, processando o produto dentro da própria propriedade e oferecendo derivados com maior valor de mercado.
**Perspectivas econômicas para o setor**
Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul, destacou que a pecanicultura tem ganhado relevância na produção nacional, com demanda interna crescente. Ele enfatizou a importância de os produtores compreenderem o cenário econômico brasileiro como um todo, já que fatores como juros, câmbio e atividade econômica geral impactam diretamente o setor. Segundo o economista, “a tecnologia é sempre o caminho, desde que seja implementada de forma equilibrada e com investimentos dinâmicos”.
**Análise da safra e mercados**
Os participantes analisaram os números da safra 2024/2025 e discutiram perspectivas para os mercados interno e externo. O diagnóstico da pecanicultura gaúcha apresentou desafios e oportunidades, demonstrando o potencial de crescimento do produto brasileiro tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.
**Fonte: Notícias Agrícolas**
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