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Milho segue baixas de trigo e fecha quarta-feira recuando em Chicago

# Milho recua em Chicago com pressões de supersafra e trigo em baixa

A quarta-feira (27) encerrou com os contratos futuros de milho em trajetória negativa na Bolsa de Chicago, evidenciando como o cenário de oferta global abundante continua pressionando as cotações do cereal. O mercado brasileiro, embora em fase final de colheita da segunda safra, apresenta dinâmica própria com produtores mais cautelosos nas vendas.

**Influência do mercado de trigo sobre o milho**

Os preços do milho na CBOT foram significativamente influenciados pela desvalorização do trigo, que opera próximo às mínimas de cinco anos. A expectativa de uma safra global recorde de trigo, com volume superior a 800 milhões de toneladas, traz pressão adicional para o complexo de grãos como um todo. Esta correlação entre os cereais mostra como os mercados agrícolas funcionam de forma interligada, afetando decisões de comercialização e formação de preços.

**Perspectivas de supersafra nos Estados Unidos**

A projeção de uma safra norte-americana de milho extremamente volumosa continua sendo fator determinante para a pressão baixista no mercado. Contrariando as expectativas dos analistas, o relatório semanal do USDA manteve as condições das lavouras de milho estáveis, quando o mercado aguardava deterioração. Esta manutenção da qualidade das lavouras reforça a perspectiva de oferta robusta, com os contratos para setembro/25 fechando a US$ 3,82, com queda de 1,29%, enquanto o vencimento dezembro/25 encerrou a US$ 4,06, com desvalorização de 0,85%.

**Mercado brasileiro em ritmo diferenciado**

No Brasil, o mercado futuro na B3 apresentou movimentações mistas ao longo do pregão. Com a colheita da segunda safra em estágio avançado (95% concluída), os preços mantêm-se sustentados no mercado físico. Isso ocorre principalmente pela postura dos produtores, que têm priorizado a comercialização da soja em detrimento do milho.

**Comportamento dos produtores e estratégias comerciais**

A estratégia dos agricultores brasileiros de segurar as vendas de milho está diretamente relacionada às margens pouco atrativas para o cereal. Segundo a Agrinvest, “a margem está ruim para o milho e isso tem tornado o farmer selling mais lento”. Este comportamento, embora possa parecer contraproducente no curto prazo, representa uma tentativa dos produtores de obter melhores preços em um cenário de abundância global.

**Variações regionais no mercado físico brasileiro**

O mercado físico brasileiro apresentou comportamento heterogêneo nesta quarta-feira, com desvalorizações pontuais em Eldorado/MS e Campinas/SP, enquanto Castro/PR, Sorriso/MT e São Gabriel do Oeste/MS registraram valorizações. Esta dispersão de preços reflete as diferentes realidades logísticas e de demanda em cada região produtora, evidenciando a complexidade do mercado interno de milho.

**Perspectivas para os próximos meses**

Para os próximos meses, o mercado seguirá atento ao ritmo das exportações brasileiras e à finalização da colheita da safra americana. A magnitude da oferta global continuará sendo o principal fator a determinar os preços, tanto no mercado internacional quanto no doméstico. Produtores que conseguirem adaptar suas estratégias de comercialização a este cenário de abundância terão melhores condições de administrar suas margens.

**Fonte: Notícias Agrícolas**

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