Paraná se destaca no 9º Prêmio Nacional de Inovação com sorvete de proteína de frango entre finalistas
O Paraná está fazendo história no cenário nacional de inovação. Com representantes em diversas categorias do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), o estado demonstra sua força crescente no desenvolvimento tecnológico e inovador do país.
Entre os destaques está uma iniciativa que nasceu de uma necessidade pessoal transformada em negócio inovador: um sorvete com proteína de frango criado pela pesquisadora Ana Maria da Silva, de Marechal Cândido Rondon, através da empresa NILO By Lysis.
Uma inovação nascida da necessidade
A história por trás do produto é tocante e inspiradora. Durante o tratamento de câncer de mama gestacional de sua filha, Ana Maria observou que a jovem conseguia consumir apenas sorvete para amenizar a dor, mas tinha dificuldades para ingerir outros alimentos nutritivos. Essa experiência pessoal motivou a doutora em Desenvolvimento Rural Sustentável a desenvolver uma alternativa que unisse prazer e nutrição.
“Tudo começou quando minha filha teve câncer de mama gestacional. Ela comia sorvete para amenizar a dor, mas não conseguia ingerir outros alimentos”, relembra Ana Maria, destacando como o Sebrae foi fundamental no desenvolvimento do projeto.
Ecossistemas paranaenses em evidência
Além da inovação alimentar, o Paraná marca presença com três ecossistemas de inovação finalistas: o Sudoeste do Paraná (categoria médio porte), Norte Pioneiro (categoria pequeno porte) e Estação 43, de Londrina (categoria grande porte). Essa representatividade demonstra a maturidade do ambiente inovador estadual.
O crescimento do Paraná no Índice Brasileiro de Inovação e Desenvolvimento (IBID) é notável: o estado saltou da 6ª posição em 2020 para o 3º lugar em 2025, ficando atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina.
Diversificação e crescimento sustentável
O que começou com sorvetes de proteína de frango e arroz evoluiu para um portfólio diversificado. Hoje, a NILO By Lysis produz sopas, caldinhos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos utilizando proteína de tilápia, atendendo à crescente demanda por alimentos funcionais e nutritivos.
Com cerca de 30 colaboradores terceirizados, a empresa representa um exemplo de como a inovação pode gerar desenvolvimento econômico regional e criar soluções para necessidades específicas de saúde e nutrição.
Trabalho colaborativo como diferencial
Os ecossistemas finalistas destacam a importância da colaboração institucional. O Sistema Regional de Inovação do Sudoeste trabalha com articulação entre diferentes instituições, enquanto o Norte Pioneiro reúne mais de 50 organizações focadas no desenvolvimento territorial.
O Estação 43, de Londrina, opera com uma modelagem única de 12 governanças setoriais independentes mas colaborativas, envolvendo mais de 350 pessoas no debate diário sobre inovação.
Reconhecimento nacional e perspectivas futuras
A final do PNI acontecerá em 26 de março, em São Paulo, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria. Com 59 finalistas de todo o país, a premiação é uma das principais do setor no Brasil.
Para Ana Maria da Silva, estar entre os finalistas representa “o reconhecimento de anos de estudo e dedicação”, com o objetivo de “continuar crescendo e inovando sempre para desenvolver mais produtos e dar nutrição saudável para quem necessita em todo o Brasil”.
O sucesso paranaense no PNI 2026 reforça a Jornada Paraná IBID 2030, movimento lançado pelo governo estadual e parceiros para consolidar o estado como referência nacional em desenvolvimento tecnológico.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias