Scot Consultoria: Cotações estáveis em São Paulo
# Mercado do boi gordo: estabilidade em São Paulo com escalas de abate cheias
A cotação do boi gordo em São Paulo mantém-se estável nesta semana, refletindo um cenário de oferta equilibrada e demanda controlada pelos frigoríficos. O cenário atual mostra um mercado em compasso de espera, com escalas de abate preenchidas e compradores seletivos, fatores que têm sustentado a manutenção dos preços atuais.
**Panorama das cotações em São Paulo**
No principal mercado pecuário do país, os preços se mantiveram estáveis em relação à última sexta-feira. A arroba do boi gordo está sendo negociada a R$310,00, enquanto a vaca e a novilha são cotadas a R$285,00 e R$302,00, respectivamente. Um dado relevante é a cotação do chamado “boi China” (animais certificados para exportação ao mercado chinês) a R$315,00/@, demonstrando um ágio de R$5,00 por arroba – indicativo da valorização específica para animais destinados ao mercado externo.
**Situação das escalas de abate**
As escalas de abate dos frigoríficos estão preenchidas, em média, para os próximos nove dias. Este cenário de conforto para os compradores tem diminuído a pressão por novas aquisições imediatas, contribuindo para a estabilidade dos preços. O ritmo mais lento de negociações reflete o momento estratégico dos frigoríficos, que administram seus estoques de forma cautelosa.
**Mercado regional: variações no Rio Grande do Sul e Alagoas**
No Rio Grande do Sul, o mercado apresenta boa oferta de animais, mantendo as cotações estáveis. Na região Oeste, o boi gordo está cotado a R$10,00/kg, enquanto na região de Pelotas o valor é de R$10,05/kg. Em Alagoas, o mercado também segue sem alterações, com a arroba do boi gordo negociada a R$290,00.
**Comportamento do mercado atacadista**
Contrariando a estabilidade no mercado do boi vivo, o atacado de carne com osso mostrou movimento de alta. A carcaça casada do boi capão subiu 0,7% (R$0,15/kg), sendo comercializada a R$20,40/kg, enquanto a do boi inteiro teve alta de 1,3% (R$0,25/kg), negociada a R$19,40/kg. Entre as fêmeas, tanto a vaca quanto a novilha tiveram aumento de 1,3% em seus preços.
**Carnes alternativas e impacto na cadeia proteica**
No segmento de carnes alternativas, o cenário é misto: enquanto o frango médio apresentou queda de 3,1% (R$0,20/kg), sendo cotado a R$6,35/kg, o suíno especial registrou alta de 1,5% (R$0,20/kg), alcançando R$13,60/kg. Esta dinâmica diferenciada entre proteínas pode influenciar as escolhas dos consumidores e, consequentemente, a demanda por carne bovina.
**Perspectivas para o curto prazo**
A atual estabilidade do mercado pode ser alterada nos próximos dias, com a aproximação do início do mês, período em que tradicionalmente os frigoríficos precisam recompor estoques para atender à demanda da primeira quinzena. Este movimento pode trazer mais dinamismo às negociações e potencialmente pressionar os preços para cima.
A manutenção do atual patamar de preços dependerá do ritmo de oferta de animais para abate e da demanda tanto do mercado interno quanto do externo, sendo este último um importante termômetro para o setor, especialmente considerando o significativo volume de exportações registrado em 2025.
**Fonte: Notícias Agrícolas**
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