Skip links

Sebrae, CFC e Fenacon se unem para levar sustentabilidade ESG às micro e pequenas empresas

Uma nova era para as micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras acaba de começar. O Sebrae firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), estabelecendo um marco histórico para a implementação de práticas de sustentabilidade no segmento empresarial de menor porte.

O acordo, que terá vigência de 36 meses, representa uma preparação antecipada para mudanças regulatórias que estão por vir. A partir de 2026, as normas CBPS1 e CBPS2, alinhadas aos padrões internacionais IFRS S1 e IFRS2, tornar-se-ão obrigatórias para grandes empresas – e essa exigência chegará em breve às MPEs.

Por que isso importa para pequenos negócios?

Como explicou Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, “a padaria, o salão, a barbearia, a microindústria que fornecem para uma grande corporação precisarão demonstrar suas práticas de sustentabilidade ESG com um mínimo de transparência”. Isso significa que fornecedores de grandes empresas precisarão comprovar suas práticas ambientais, sociais e de governança.

O papel estratégico dos contadores

A parceria reconhece os contadores como agentes fundamentais de transformação na gestão empresarial. Estes profissionais serão os responsáveis por orientar as MPEs na implementação de práticas ESG, tornando-se consultores especializados em sustentabilidade.

O presidente do CFC, Joaquim Bezerra, destacou que este trabalho posicionará “o Brasil como o primeiro país do mundo a implantar as normas de sustentabilidade nas micro e pequenas empresas”, colocando os contadores brasileiros na dianteira desse processo inovador.

Inovação tecnológica e metodológica

Um dos pontos mais inovadores da parceria é a utilização do framework europeu VSME na plataforma Crescimento Sustentável do Sebrae. Este modelo, considerado referência global para pequenas e médias empresas, criará um ambiente pioneiro de experimentação no país, antecipando-se à própria regulamentação oficial.

Oportunidades de mercado

Para Daniel Coêlho, presidente da Fenacon, o acordo representa uma “janela de oportunidades” para profissionais contábeis. À medida que as grandes empresas passam a exigir práticas sustentáveis de seus fornecedores, surge um novo nicho de mercado para serviços especializados em consultoria ESG para pequenos negócios.

Impacto na cadeia produtiva

A transformação vai além das próprias MPEs: ela afeta toda a cadeia produtiva brasileira. Empresas que antes competiam apenas em preço e qualidade agora precisarão demonstrar responsabilidade ambiental e social para manter contratos com grandes corporações.

Preparação antecipada é vantagem competitiva

As MPEs que se anteciparem a essas mudanças ganharão vantagem competitiva significativa. Com o apoio técnico desta parceria, poderão desenvolver práticas sustentáveis antes que se tornem obrigatórias, posicionando-se melhor no mercado.

Esta iniciativa representa um investimento no futuro da economia brasileira, preparando o segmento que mais emprega no país para os desafios da sustentabilidade corporativa. O acordo demonstra que inovação e responsabilidade ambiental não são privilégios apenas de grandes empresas, mas ferramentas acessíveis para todos os tamanhos de negócio.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Leave a comment